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Mostrando postagens de 2025

O achado ...

  23 de julho de 2024 Blogspot encontrado depois de 14 anos. Criado com a ideia de escrever sobre minha aldeia, minha cidade e falar da arte dos meus amigos. Na aldeia não existia site, blog ou qualquer meio virtual que falasse única e exclusivamente sobre as bandas locais e qualquer outro assunto relacionado aos fazedores de cultura locais.  Hoje a semiótica a todo vapor, temos inúmeros meios de expressão digital e uma facilidade incrível de postar qualquer conteúdo. As redes sociais são de fato mais visualizadas que site, fanpage ou blogs. Quase não existe leis para nada aqui no planeta virtual e a Inteligência Artificial (IA) começa a criar as complicações que todos já imaginavam desde  isaac asimov ou George Orwell. Estamos em plena fase das mentiras virtuais as fake news que comandam a grande rede.  O achado desse blog me deixou olhando para o passado, especificamente para as nossas dificuldades, embora em 2012 estávamos iniciando uma facilidade que nos levaria ...

A Quinta reforça sua identidade autoral com EPs remasterizados e novo lançamento marcado para Maio 2025.

Se tem uma coisa que adoro em Recife na parte musical é o surgimento de bandas que já nascem fazendo som autoral. Mesmo com toda dificuldade de ser e fazer uma banda com identidade própria, seja em qualquer seguimento musical. Essa caminhada não é fácil, mesmo que seja por diversão, não existe limites para todas as dificuldades que se pode encontrar no caminho.   Vivendo no mundo do @.com   ganha mais quem é mais visto. E ser visto em uma prateleira de 120.000 mil músicas lançadas todos os dias no Spotify, não é tarefa fácil para quem começa e faz seu próprio som. Mas o pernambucano é independente e vai para cima, porque ele acredita que fazer seu próprio projeto é um prazer maior do que ser uma banda de “imitação”. É bem verdade que isso de fazer seu próprio som já foi bem mais complicado, hoje com toda “facilidade” para gravação de uma música, já aparecem bandas decididas. Há uns 10, 15 anos, não era bem assim. Enfim, tempos modernos de IA e uma nova configuração de artista ...

Mainha - Sofia França

Esse texto é sobre vida, coragem, planejamento, persistência e música.   Um novo florescer Quando as mudanças são verdadeiras, os processos acontecem de forma lenta e para chegar na evolução que se deseja é preciso dar um passo de cada vez. - Não tenho intenção nenhuma de imaginar ou me colocar em um lugar que não é meu, mas escrevo aqui, assistindo a uma mudança de padrão, acontecendo de forma transparente, agregadora e incentivadora. Farei isso em duas partes, para contar para vocês um pouco do que estou assistindo e sentindo: Primeira parte: Vida - Um projeto de renascimento. O que você faria para ir em busca dos seus sonhos? Você já parou para pensar no você gostaria de fazer ou ser, sem atrelar esse desejo ao medo?  Muito provavelmente não. Isso porque ir em busca de um sonho exige coragem, planejamento e persistência, muita persistência. Antes de falar um pouco desses três pilares: coragem, planejamento e persistência, é preciso entender de fato qual é seu so...

Desengano

  O despertador do relógio foi programado no tempo exato para não ter espaço para a preguiça matinal. Nada de dez minutos a mais. Abriu os olhos, esticou o corpo e caminhou até a cozinha para preparar o café e fazer seu desjejum. Cortou o pão escutando a televisão que antes de entrar na cozinha ligou. Pegou o queijo na geladeira e o desfiou colocando no pão. Enquanto a água esquenta foi para o banho escutando o âncora que falava sobre os Palestinos, povo de Israel, terrorismo, Hamas, guerras pelo mundo e debaixo do chuveiro relincha cansado. - Embora tenha acabado de acordar.   Desligou o chuveiro e esticando o braço pegou uma toalha fria que não colocou para enxugar, depois do último uso e que a umidade da noite não ajudou no processo. Passou sem muita vontade no corpo e voltando para cozinha desligou a água já fervendo jogando-a no coador de café, sem o pó do café. Não suportou a certeza da falha e gritou! Era quatro e dez da manhã. O vizinho acendeu a luz do corredor do p...

O Encontro

A fumaça do cigarro que Cocota desfrutava não incomodava. No carro o som era da banda Ave Sangria. No retrovisor uma foto 3x4 da minha querida avó que tinha partido para outro plano espiritual há pouco. Seguíamos para a cidade de Triunfo para curtir o seu famoso festival de música. Alegres e cantando Geórgia, a Carniceira; “ Geórgia,   A Carniceira dos pântanos frios das noites do Deus satã, jogando boliche com as cabeças das moças mortas de cio, no levantar das manhãs de abril” ... Entre paisagens, bodes, caminhantes e placas enferrujadas cheias de buracos de bala, que apontavam a direção do nosso destino, ao chegarmos ao quilômetro 110, eram 09hs da manhã. Cocota passou cantando a plenos pulmões, para o companheiro ao lado um “Góia”. O vento que soprava veloz através da janela aberta fez deslocar um minúsculo resto de brasa, que queimando meus olhos. No reflexo ao tentar tirar o incômodo acabei perdendo o controle do carro. Capotamos e a violência do carro girando, nã...

A Fúria

(...) Então ele me olhou, sentou ao lado e deu dois tapinhas sobre meu joelho direito, era um movimento de alerta e falou. - A Noroeste nasce o Rio que banha a cidade, de cor amarela purulenta, é a podridão da aristocracia. A lama e o caos reinará por toda a existência desse local. Sobre essa terra vi coisas acontecerem longe, muito longe em um tempo do vento ululante que não dará trégua, acompanhado do mar revolto ao leste que vem espalhando sua fúria. Depois de uma pausa, respirou e contou. - Na montanha mais alta a Sudeste eu vi um Gigante de sobrancelhas fartas com pelos que caiam sobre a parte lateral de sua face, olhos grandes e negros como a mais pura pérola que miravam a pequena Aldeia em sua volta. O Gigante gritava cerrando os punhos e toda sua cólera se debruçava sobre o pequeno povoado que no início do arruado uma Igreja servia para refúgio, pensavam os aldeões, nas laterais, desse arruado, algumas cabanas feitas de taipa com telhados de sapê cobertos por palhas de Banane...

Caos, naufrágio e nada de ficar satisfeito

"O animal satisfeito morre" A satisfação no trabalho é algo que até hoje me assusta por causa do contentamento que ela provoca. Fugir desse incomodo é a única saída na busca do verdadeiro “sucesso” profissional. Quando li a frase de Guimarães Rosa “o animal satisfeito morre” em um dos livros do professor Cortella, suspirei e fiquei pensando no impacto que ela teve sobre minha forma de pensar nesse momento de minha vida. São frases assim que só bons livros podem nos oferecer. – É um clichê? Sim! Continuemos. Tenho medo de cair em monotonia existencial, ficar  satisfeito dentro de um processo engessado e burocrático demais. Esse tipo de processo em atividade profissional já aconteceu comigo e foi péssimo, uma das piores experiências de minha vida e foi bem complicado para sair dela. Eu preciso tentar recriar hábitos, tarefas e metas o tempo todo para fugir dessa tal monotonia existencial. O que acontece é que as pessoas dentro dos seus locais de trabalho acabam entrando nesse c...