A fumaça do cigarro que Cocota desfrutava não incomodava. No carro o som era da banda Ave Sangria. No retrovisor uma foto 3x4 da minha querida avó que tinha partido para outro plano espiritual há pouco. Seguíamos para a cidade de Triunfo para curtir o seu famoso festival de música. Alegres e cantando Geórgia, a Carniceira; “ Geórgia, A Carniceira dos pântanos frios das noites do Deus satã, jogando boliche com as cabeças das moças mortas de cio, no levantar das manhãs de abril” ... Entre paisagens, bodes, caminhantes e placas enferrujadas cheias de buracos de bala, que apontavam a direção do nosso destino, ao chegarmos ao quilômetro 110, eram 09hs da manhã. Cocota passou cantando a plenos pulmões, para o companheiro ao lado um “Góia”. O vento que soprava veloz através da janela aberta fez deslocar um minúsculo resto de brasa, que queimando meus olhos. No reflexo ao tentar tirar o incômodo acabei perdendo o controle do carro. Capotamos e a violência do carro girando, nã...