Oi , tudo bem? Faz um tempinho que não apareço, fazendo coisas que gosto por aqui, né? Logo volto, visse? Enquanto a vida nos sobrecarrega, aproveito os momentos de descanso para revisitar alguns projetos antigos. Escuto meus podcast, vejo alguns vídeos e programa de rádio que fiz. E me surpreendo em perceber que hoje não concordo com muito – ou quase nada – do que dizia naquela época. Olha que nem faz tanto tempo assim. É bom entender isso. Quando revejo esse meu material, percebo que ele não foi tão agregadores o quanto imaginei que fosse. Existia uma confiança exagerada que não sei de onde vinha. Ou, talvez até saiba, mas a verdade é que, graças a Deus, as coisas mudam, e o que ontem fui, hoje não sou. Glória ! Nem tudo foi perdido. Muito pelo contrário. Hoje essas atividades antigas mostram o reflexo do que é meu. Tudo é escola para quem está disposto a enxergar os próprios erros. Por isso, tudo que já foi feito serve como ponto para uma nova partida para uma nova...
(...) Existe em mim uma recordação de quando criança acordar ouvindo o som do rádio que invadia o quarto e lentamente me acordava. O silêncio era quebrado nas primeiras horas da manhã. O badalar de sino prolongado na mão do comunicador informava a hora para o ouvinte seguido de um forrozinho danado de bom. Hoje é gostoso saber que naquela época o som vinha direto de uma agulha no vinil ou uma fita k7, tocadas na vitrola ou no toca discos. O forró nosso de cada dia, mas conhecido vulgarmente como “música regional” era o nosso despertador matinal. Trio Nordestino, Jorge de Altinho, Assisão, Azulão, Genival Lacerda, Quinteto Violado, Aciole Neto, Os Três do Nordeste, Marinês, Jackson do Pandeiro e claro Luiz Gonzaga, entre outros tantos. A programação e o forró tocava e existia, isso era fato, mesmo que em uma hora específica, sempre muito cedo e depois no final da tarde. A capital pernambucana e toda região metropolitana vivia esse momento de puro suco musical de “nordestinid...