Oi , tudo
bem?
Faz
um tempinho que não apareço, fazendo coisas que gosto por aqui, né? Logo volto,
visse?
Enquanto
a vida nos sobrecarrega, aproveito os momentos de descanso para revisitar alguns
projetos antigos. Escuto meus podcast, vejo alguns vídeos e programa de rádio
que fiz. E me surpreendo em perceber que hoje não concordo com muito – ou quase
nada – do que dizia naquela época. Olha que nem faz tanto tempo assim.
É
bom entender isso. Quando revejo esse meu material, percebo que ele não foi tão
agregadores o quanto imaginei que fosse.
Existia uma confiança exagerada que não sei de onde vinha. Ou, talvez até
saiba, mas a verdade é que, graças a Deus, as coisas mudam, e o que ontem fui,
hoje não sou. Glória !
Nem
tudo foi perdido. Muito pelo contrário. Hoje essas atividades antigas mostram o
reflexo do que é meu. Tudo é escola para quem está disposto a enxergar os
próprios erros. Por isso, tudo que já foi feito serve como ponto para uma nova partida para uma nova jornada.
É
muito difícil enxergar no reflexo aquilo que nos tornamos e estamos longe da
imagem que queremos ter.
Em
2011 - ou pelo menos é isso que diz o arquivo guardado no meu computador. Gravei
mais um episódio do podcast, “Pensamento
Livre”. Era um tempo em que não existia
fama entorno do nome “podcast”. O programa nem carregava "pod" ou
"cast" no nome. Era apenas Pensamento Livre. E, para quem consumia
esse tipo de conteúdo em áudio, isso bastava. Tive o prazer de conversar e
escutar Joan Arthur, um dos mestres da cultura Agostiniana. ( Cidade do Cabo de
Santo Agostinho -PE). Deixo aqui na postagem um trecho.
Talvez
um dos motivos do meu afastamento produtivo das redes sociais seja justamente
perceber no que elas se transformaram e me transformam. Tudo virou ódio. Loops
intermináveis. Compromisso com algoritmo. Vídeos de brigas. Dancinhas pornográficas.
Gente perfeita demais. Mentiras demais para suportar. Especialistas demais para
engolir. Gurus e líderes espirituais santos demais para existir. No fim das
contas, o que resta é a vida como ela é.
E
eu confesso: sou facinho de cair nesses truques do Mark, Elon e de tantos
outros bilionários que aprenderam a disputar nossa atenção. Eles derretem a
alma da gente, nos deixam mais distraídos, mais idiotas, mais tristes e, ao
mesmo tempo, com o ego inflamado. (espiritualidade fraca)
Escrevo
baseado não só em estudos como que apontam; Queda de rendimento escolar. Sobrecarga
de informação e até alterações anatômicas.
Toma
essa! Alterações anatômicas...
“Estudos
da Universidade da Califórnia do Sul identificaram alterações na morfologia
cerebral. O uso abusivo das plataformas altera o volume de massa cinzenta. Esse
efeito é muito similar aos danos causados por outros tipos de vícios
comportamentais” (Esse estudo está na revista nacional GeographicBrasil) - https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro
vou deixar no link na bio também.
Você
já pensou em sair das redes sociais?
Eu
penso o tempo todo.
E
por que a gente não sai?
Dopamina.
Caímos
talvez na armadilha mais contraditória do nosso tempo - gostar de coisas que
nem sabíamos que queríamos gostar, sejam elas boas ou ruins. Aprendemos a
sentir prazer no ódio, na alegria, na tristeza e até na vulnerabilidade alheia.
Levantar o dedo e jogar pedra no vidro do outro é bom para caramba. É assim que
eles nós deixam, extraindo o que já é nosso, desde sempre.
O
problema é que esse monstro não mora apenas no algoritmo. Ele mora dentro de
cada um de nós, queira a gente admitir ou não.
Não
adianta apontar o dedo para o outro quando, muitas vezes, o outro também somos
nós.
É
por tanta coisa e por tudo isso, que estou distante do quintal. Fechei o portão
por um tempo, pretendo voltar, mas com as minhas regras, meu formato e meu
tempo que valeu ouro.
É
triste, não é?
Mas
é verdade, visse?
E
talvez seja exatamente por isso que continuo querendo escrever.
Para
entender,
Para
me entender,
Me
confundir,
Para
poder me explicar.
Para
uma dia deixar de ser idiota e sair disso aqui.
No
fim,
O
idiota aqui sou eu, é você, que mal consegue parar de rolar a tela passando 30
minutos, 1, 2 horas criando raiva, ganhando dopamina, deformando seu dedo
mindinho e sua massa cinzenta.
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